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NA SCOOP, O CÍRCULO PERFEITO VAI ATÉ À HORTA

Uma empresa sustentável por dentro e por fora. Especializada em têxteis técnicos, a Scoop assumiu a economia circular e responsabilidade social como uma das suas principais bandeiras. Uma filosofia que vai para lá dos muros da fábrica e se estende à horta biológica que abastece de legumes, frutas e ervas aromáticas os 130 trabalhadores da empresa.

“Há mais ou menos dois anos, percebemos que nos tínhamos de tornar um confeccionador mais responsável” explica Daniel Pinto, director de desenvolvimento e estratégia da Scoop. E entre as várias medidas tomadas, desde a redução dos resíduos à aposta em malhas sustentáveis, a têxtil decidiu criar uma horta biológica, símbolo máximo da comunhão com a Natureza.

No espaço crescem hoje todo o tipo de culturas: cebola, tomate, courgette, batata e muitos outros legumes, lado a lado com árvores de fruto e vários canteiros de ervas aromáticas e infusões. Com um espaço cultivado cada vez maior, a horta permite à empresa oferecer diariamente a todos os seus colaboradores sopa, sumos e fruta, e ter sempre à mão uma série de chás. Em alguns momentos, as colheitas servem ainda de complemento à economia familiar dos trabalhadores, como no Natal passado, em que a empresa ofereceu couves para a ceia natalícia.

Todo o projecto cresceu num espaço que antigamente era desaproveitado.“Isto era terra morta, não tinha nada, teve de ser preparado e semeado” explica Renato Silva, o homem responsável pela horta (na foto). Resgatado de uma situação de desemprego duradouro, o “Sr. Renato” é hoje responsável pelas lides agrícolas e uma das figuras mais carismáticas e acarinhadas na Scoop, muito pelo seu jeito com a natureza. “Tenho horta em casa e aprendi com a família, ao ajudar ia aprendendo. Ainda hoje a minha mãe, com 85 anos, me ensina muita coisa”, conta.

Desde as primeiras colheitas, há mais de um ano, a horta tem vindo a crescer e a tornar-se cada vez mais sustentável. Uma das mais recentes aquisições é um combustor, onde os restos da cantina são transformados em húmus, que depois fertiliza a própria horta, num circuito perfeito, onde não há espaço para desperdícios.

Para futuro, num projecto em constante evolução, está planeado um novo alargamento e a instalação de um sistema de retenção da água da chuva, para que esta seja também reaproveitada para regar as culturas.

Fonte: Jornal T

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